Por que agricultores devem passar a se considerar empresários do ramo rural?

Muitos segmentos da economia no país sofreram alterações nas suas estruturas e obrigações nos últimos anos, tanto internas quanto externas, mas nenhum sofreu tanta alteração como o Agronegócio.

O agro deixou de ser um segmento isolado, distante dos demais e não sendo fiscalizado em sua plenitude, passando a ser um bastião, não só na sua participação na econômica, mas também no que tange as modificações estruturais e na forma de pensar dos seus agentes, sendo compelidos a mudar as organizações do passado com pensamentos nas novas realidades que impactam o segmento.

Consequentemente, com este crescimento de evidência, houve uma modificação na forma de “observar” este segmento pela própria fiscalização a qual, munida de evoluções da tecnologia, passou a ter maior interesse no cumprimento das obrigações fiscais pelo agronegócio.

Estes fatores são alguns dos responsáveis pela necessidade de modificação da forma de pensar do produtor rural, deixando de focar (tão somente) na produção e passando a se ver como um efetivo empresário rural com novas incumbências para a manutenção da sua atividade. Aquele produtor rural do passado, que estava olhando tão somente para a parte produtiva da sua atividade (dentro das porteiras), agora detém a obrigação de analisar está como um todo, pensando na produção, mas também na gestão, seja ela financeira, de pessoas, de obrigações e formalidades jurídicas, entre outras, uma vez que sem estes controles a sua produção não se mostrará sustentável ao longo dos anos, carecendo de informações válidas para a tomada de decisões, bem como estará na “mira” da fiscalização.

Assim, com novas obrigações implantadas pela Receita, como o LCDPR, nasce a necessidade de ser empresário rural e gerir a sua produção com base em dados e informações válidas que possibilitarão “prever” as consequências que os atos (internos e externos), poderão trazer para a atividade. Conhecer na íntegra a atividade deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade básica para todos os empresários rurais.

Texto por Henrique Bernardes

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